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Anderson Borba


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CV

Os materiais são o ponto de partida para as esculturas de Anderson Borba, que empregam madeira industrializada, papelão, tecido, bem como antigas revistas de moda e lifestyle. Impulsionado por uma imagem mental, o artista talha, queima, pinta, prensa e manipula seus materiais em uma construção orientada pelo processo, que alude à figura humana como referência para decisões formais, resultando em formas corporais ásperas, rachadas, mas sedutoras. Influenciado tanto pelo cânone histórico da escultura quanto pelos autodidatas do interior do Brasil, Borba opera em um complexo arranjo entre conceito e empirismo, deslocando e desdobrando o corpo físico até o ponto de uma abstração antropomórfica.

 

“Minha prática favorece a construção da forma. Eu uso um vocabulário cultural diverso para investigar a sexualidade e a identidade por meio da conexão tátil com o material. Reutilizo madeira proveniente das ruas e exploro sua fisicalidade e textura, reconhecendo a riqueza ancestral desse material descartado. Seus aromas, suas texturas e seus nós funcionam como estratificações do tempo.”
— Anderson Borba