
Marina Rheingantz reconfigura a pintura de paisagem em composições que combinam o ordenamento formal de padrões e campos de cor com marcas gestuais instintivas, informada por um arquivo de eventos meteorológicos, memórias, fotografias e lugares. Suas telas produzem amplos espaços imaginários, dissolvendo a topografia em elementos mínimos e alusivos. Expansivas, suas obras privilegiam a textura e o incidente de superfície sobre a nitidez imagética, dando lugar à percepção de uma espacialidade vaporosa e oscilante. Observar seus trabalhos de perto ou de longe faz a atmosfera agitada variar; o que parecia um contorno de lago, montanha ou vista rural torna-se uma marca de tinta bruta e acúmulos empastados sem referente identificável. A artista desdobra questões de sua pintura na tecelagem e em tapeçarias, cuja técnica rítmica e iterativa dá forma a um corpo de trabalho igualmente denso e delicado.
Dentre suas exposições individuais destacam-se Rodamoninho, ICA Milano, Milão, Itália (2025); Mirage, Musée Des Beaux-Arts de Nîmes, Nîmes, França (2025); Sedimentar, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2022); Marina Rheingantz, FRAC Auvergne, Clermont-Ferrand, França (2021); Todo mar tem um rio, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2019); Terra Líquida, Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil (2016) e Uma hora e mais outra, Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil (2013). Dentre as exposições coletivas destacam-se Até um carvalho enlouqueceu, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2026);15th Gwangju Biennale, PANSORI ― a soundscape of the 21st century, Gwangju, Coreia do Sul (2024) Abrasive Paradise, KUNSTHAL KAdE, Amersfoot, Holanda (2022); Nature Loves to Hide, Fortes D’Aloia & Gabriel + Lévy Gorvy, Palm Beach, Estados Unidos (2021); Casa Carioca, MAR – Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2020); Perdona que no te crea, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2019) e Mínimo, múltiplo, comum, Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil (2018).
Sua obra integra importantes coleções públicas, tais como Centre Georges Pompidou, Paris, França; S.M.A.K. – Stedelijk Museum voor Actuele Kunst, Gent, Bélgica; Institute of Contemporary Art Miami, Miami, Estados Unidos; MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, Lisboa, Portugal; Inhotim, Brumadinho, Brasil; Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, Portugal; MFA Boston, Boston, Estados Unidos; Dallas Museum of Art, Dallas, Estados Unidos; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil; Museum Voorlinden, Wassenaar, Holanda; MoAE – Huamao Museum of Art Education, Ningbo, China; Taguchi Art Collection, Tóqui, Japão; Pinault Collection, Paris, França; Alkar Contemporary Art Collection, Bilbao, Espanha; The Rubell Family Collection, Miami, Estados Unidos; Moderna Museet, Estocolmo, Suécia; He Art Museum, Foshan, China; Green Family Art Foundation, Dallas, Estados Unidos; Nixon Collection, Londres, Reino Unido; Comma Foundation, Bruxelas, Bélgica; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil e Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.









































