Marina Rheingantz - Galpão_02-

Marina Rheingantz

Todo mar tem um rio

1 jun – 20 jul 2019


Abertura

1 jun, 15h–18h


Galpão

Rua James Holland 71
São Paulo

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Todo mar tem um rio, a mais nova exposição de Marina Rheingantz no Galpão da Fortes D’Aloia & Gabriel, reúne quatro pinturas de grande formato, reintroduzindo o trabalho da artista sob uma escala monumental. Cada uma das telas possui 3 metros de altura, com larguras que variam entre 3 e 5,5 metros, e juntas formam uma faixa quase contínua que preenche o amplo espaço na Barra Funda.

Desde o início de sua carreira, em 2008, Marina Rheingantz tem na paisagem o tema constante de sua pintura. Ela parte de cenas de viagens ou de recordações da infância – em especial, as vastas searas de Araraquara, cidade no interior de São Paulo onde nasceu – para compor ambientes remotos que tendem à abstração. Emanando uma atmosfera difusa como a própria memória, suas paisagens transitam entre a quietude e a distopia, nas quais a presença humana nunca se revela enquanto figura, mas através de vestígios.

Nos trabalhos recentes, ribanceiras, montes, galhos, ondas e pântanos se confundem com padronagens inspiradas na tapeçaria marroquina. Ao trazer tapetes e topografias para o mesmo plano, Marina parece resgatar o que ambos têm em comum: são locais de passagem, que convidam o espectador a dar um passo à frente e percorrer caminhos. Em Fuleragem (2018), a artista transita entre as diferentes escalas através de pinceladas densas e gestos curtos. A noção de perspectiva dilui-se na tela, borrando os limites entre terra e céu, ao passo que inúmeros pontinhos espalham-se como um bordado. De maneira similar, uma trama forma-se em Todo mar tem um rio (2018) – a obra que dá título à exposição – à medida que reflexos dançam cadenciados sobre a superfície da água.

Na paisagem árida de Kalimba (2018), uma camada opaca encobre a vegetação como um manto. Os tons ocres que dominam o quadro são interrompidos por pinceladas elétricas de rosa, laranja e azul, revelando um aspecto peculiar do processo da artista, que muitas vezes usa a superfície da tela como paleta para misturar as cores. É também indício do tratamento quase escultórico que Marina dá às espessas camadas de tinta, como uma argila colorida prestes a ser modelada. Em Rabetão de ouro (2019), a matéria liquefeita do barro (e, em sentido mais amplo, de sua própria pintura) torna-se o próprio assunto da obra. Um gestual enérgico dá forma ao que a artista descreve como “jorro de lama”, que alastra-se com violência por um cenário na iminência de desmanchar.

Marina Rheingantz (Araraquara, 1983) vive e trabalha em São Paulo. Ela também está atualmente em cartaz até 15 de Junho na Carpintaria, Rio de Janeiro, com a exposição Rebote, que promove o diálogo entre suas pinturas e as fotografias de Mauro Restiffe. Outras individuais recentes incluem: Várzea, Bortolami Gallery (Nova York, 2018); Galope, Zeno X Gallery (Antuérpia, 2017); Terra Líquida, Galeria Fortes Vilaça (São Paulo, 2016); Dot Line Line Dot, Nichido Contemporary Art (Tóquio, 2016). Entre as mostras coletivas, destacam-se: On Landscapes – Biennial of Painting, Museum Dhondt-Dhaenens (Deurle, Bélgica, 2018); Mínimo, múltiplo, comum, Estação Pinacoteca (São Paulo, 2018); Projeto Piauí, Pivô (São Paulo, 2016); Soft Power, Kunsthal KAdE (Amersfoort, Holanda, 2016); Prêmio PIPA, MAM Rio (Rio de Janeiro, 2015). Seu trabalho está presente em importantes coleções como: Museu Serralves (Porto), Taguchi Art Collection (Tóquio), Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM Rio (Rio de Janeiro), Itaú Cultural (São Paulo), entre outras.

Imagens

Vistas da exposição
Obras

Vistas da exposição

Obras

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