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O Que Vem Depois

28 May – 20 Jun 2026


Abertura

28 May, 18h–21h


FDAG Barra Funda


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Press Release (PT)

Press Release (EN)

Texto por Tamar Guimarães e Kasper Akhøj (PT)

Texto por Tamar Guimarães e Kasper Akhøj (EN)

Anderson Borba | Cristiano Lenhardt | Efrain Almeida | Erika Verzutti | Ernesto Neto | Frank Walter | Gokula Stoffel | Ivens Machado | Jesse Wine | João Maria Gusmão & Pedro Paiva | Leda Catunda | Mauro Restiffe | Rivane Neuenschwander | Robert Mapplethorpe | Rodrigo Matheus | Sergej Jensen | Sheroanawe Hakihiiwe | Tadáskía | Tamar Guimarães & Kasper Akhøj | Tiago Carneiro da Cunha | Valeska Soares | Wanda Pimentel

 

What Comes Next / O Que Vem Depois é uma exposição coletiva com curadoria de Tamar Guimarães e Kasper Akhøj, reunindo artistas do programa da Fortes D’Aloia & Gabriel de diferentes gerações. A mostra parte de situações de oferecimento, troca, espera, transformação e desejo para aproximar trabalhos que, embora produzidos em contextos distintos, parecem continuar uns nos outros. Ela explora a maneira como essas situações aparecem nas obras e na própria situação da galeria.

O que se reúne aqui pode ser entendido como um arquivo de galeria, um business lounge ou um sítio sacrificial. Nenhuma dessas definições descreve a exposição por completo, mas cada uma delas ajuda a pensar o que acontece nesse espaço: um lugar onde coisas mudam de posição, mudam de mãos e assumem novas formas. As obras são colocadas em proximidade de modo que elementos presentes em uma reapareçam em outra sob formas diferentes. Um objeto pode surgir primeiro como corpo, depois como suporte, depois como adereço ou resíduo. O que aparece em uma obra não permanece nela, mas continua em outra, assumindo outra forma. Entre escultura, fotografia, filme e instalação, a exposição acompanha diferentes formas de circulação. Circulam corpos, objetos, obras, desejo, valor e formas de troca. A circulação aparece como uma condição material, social e econômica diretamente ligada à situação da galeria e ao mercado.

Uma figura reclinada à beira da piscina pode parecer uma imagem de lazer. Mas a exposição pergunta se ela é apenas isso. E se estivermos diante de alguém prestes a ser oferecido, consumido ou sacrificado? A questão não é substituir uma interpretação por outra, mas tornar difícil separar essas situações. O prazer não aparece aqui como o oposto do consumo ou do oferecimento. Ao contrário, a exposição sugere que eles fazem parte da mesma situação. O banco de pedra Altar Menor (2026), de Guimarães e Akhøj, ocupa uma posição particular dentro dessa estrutura. Ao mesmo tempo assento e pedra de oferecimento, ele sugere um lugar onde algo pode ser apresentado, negociado, aguardado ou sacrificado. Mais do que simbolizar essas situações, a obra ajuda a organizá-las concretamente no espaço da exposição. Nesse contexto, o mercado não surge apenas como tema, mas como uma das condições que estruturam a mostra: um campo onde valor e desejo permanecem intimamente ligados e onde aquilo que circula raramente retorna da mesma forma.

 

Imagens

Vistas da exposição
Obras

Vistas da exposição

Obras