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Na Art Basel Paris 2026, A Fortes D’Aloia & Gabriel reúne seis artistas centrais de seu programa: Leda Catunda, Ernesto Neto, Erika Verzutti, Luiz Zerbini, Marina Rheingantz e Tadáskía. Cada artista é representado por um conjunto concentrado de trabalhos concebido como uma pequena exposição em si. Esse formato permite que cada pesquisa se desenvolva com espaço próprio, traçando relações entre diferentes meios, materiais e períodos.

As pinturas de Marina Rheingantz são apresentadas ao lado de uma tapeçaria; as pinturas de Luiz Zerbini, acompanhadas por monotipias; e Tadáskía reúne desenhos e fotografias. Os relevos e as esculturas independentes de Erika Verzutti tornam visíveis seus diálogos entre desenho, pintura e escultura, enquanto os trabalhos de Ernesto Neto exploram possibilidades estruturais em materiais orgânicos e aço corten. Uma nova obra de Leda Catunda é apresentada ao lado de trabalhos históricos dos anos 1990, estabelecendo um diálogo entre diferentes décadas de sua produção. Em cada conjunto, essas diferenças revelam como o vocabulário de cada artista se desenvolve por meio de mudanças de técnica, suporte e escala.

Em conjunto, os seis artistas refletem a amplitude do programa da galeria por meio de trabalhos marcados pela experimentação material, pela intensidade sensorial e pela reinvenção da forma orgânica. As superfícies táteis de Catunda e Verzutti aproximam a pintura da presença física dos objetos, estabelecendo afinidades com as construções biomórficas de Neto. A paisagem constitui outro ponto de contato: as elaborações cromáticas e as impressões diretas de estruturas vegetais de Zerbini encontram as analogias pictóricas de Rheingantz com processos de sedimentação, erosão e transformação atmosférica. As “aparições” de Tadáskía, como a artista chama suas fotografias, ampliam sua invenção gráfica em direção à experiência corporal e espiritual.

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