
Frieze New York 2026
13 – 17 May 2026
Ana Cláudia Almeida | Erika Verzutti | Frank Walter | Jesse Wine | Lucia Laguna | Luiz Zerbini | Rodrigo Cass | Tadáskía | Valeska Soares | Wanda Pimentel
Para a Frieze New York 2026, Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta obras de Luiz Zerbini, Frank Walter, Lucia Laguna, Valeska Soares, Wanda Pimentel, Erika Verzutti, Jesse Wine, Rodrigo Cass, Tadáskía e Ana Cláudia Almeida.
Um diálogo entre as pinturas de paisagem de Zerbini e Walter ativa a apresentação, revelando afinidades inesperadas entre geografias e trajetórias distintas. Ambos os artistas abordam a paisagem não como um gênero fixo, mas como um campo de percepção, ao mesmo tempo empírico e especulativo, no qual a observação se torna um meio de construção de mundos. A partir daí, o estande se desdobra por meio de múltiplas abordagens da paisagem e do espaço, nas quais posições distintas coexistem sem hierarquia.
Lucia Laguna desenvolve uma visão fragmentada e rítmica, na qual ambientes urbanos e florestais se entrelaçam, enquanto Valeska Soares constrói um horizonte por meio de caixas de madeira reconfiguradas, compondo um terreno marcado pela memória e pelo deslocamento espacial. Em Wanda Pimentel, os animais surgem como possíveis habitantes desses espaços, ativando-os como campo gráfico e território vivido. Erika Verzutti introduz uma lógica escultórica que oscila entre o orgânico e o mineral, sugerindo formas que parecem simultaneamente escavadas e em formação, como parte de uma paisagem em processo. No trabalho de Ana Cláudia Almeida e Tadáskía, a paisagem deixa de ser um lugar para se tornar uma condição, abordada por meio de uma abertura espiritual e de uma exploração material, em que gesto, cor e superfície articulam territórios expandidos e não literais. A paisagem se volta para dentro no trabalho de Jesse Wine e Rodrigo Cass, que deslocam o foco do ambiente para as próprias condições do espaço, investigando sua relação com o corpo, a percepção e a duração. Entre essas diferentes posições, o estande traça um movimento que vai da paisagem como imagem ao espaço como experiência, no qual dimensões externas e internas se dobram continuamente umas sobre as outras.
