![SM00104_Sarah Morris_Mirthes Bernardes [São Paulo], 2026_Ph Frankie Tyska_DDM](https://fdag.com.br/app/uploads/2026/10/sm00104-sarah-morris-mirthes-bernardes-sao-paulo-2026-ph-frankie-tyska-ddm.jpg)
Sarah Morris
Lady Snowblood
12 Nov 2026 – 23 Jan 2027
Abertura
12 Nov, 18h–21h
FDAG Barra Funda
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A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Lady Snowblood, uma nova exposição individual de Sarah Morris, com abertura em 12 de novembro na FDAG Barra Funda. Morris criou uma nova série de pinturas desenvolvida em relação ao Brasil. A exposição dá continuidade à sua investigação sobre os sistemas, as estruturas e as linguagens visuais por meio dos quais o poder organiza a vida contemporânea.
As novas pinturas têm como pontos de partida entidades corporativas de conglomerados brasileiros e multinacionais como Palantir, Telefônica, Banco Safra, Ambev, Unilever, Klabin e Vale. Uma nova forma de paisagem se apresenta diante de nós. Partindo dos sistemas burocráticos e organizacionais associados a essas corporações, Morris cria uma linguagem própria para visualizar as redes que atravessam as telecomunicações, as finanças, os bens de consumo, a produção de papel e a mineração, entre outros campos. A arquitetura desaparece, e a identidade corporativa se torna a interface para examinar os fluxos reais e “fantasmáticos” de capital, dados, mercadorias, informações e pessoas.
Uma das pinturas da exposição, Mirthes Bernardes, tem como ponto de partida a artista, arquiteta e funcionária pública responsável pelo desenho do calçamento do estado de São Paulo, que se tornou um elemento definidor da identidade da cidade em 1966. Inserido no espaço público, em vez de estruturas corporativas, o projeto de Bernardes constitui, para Morris, um gesto radical e demonstra como arte e planejamento urbano poderiam potencialmente se unir.
Executadas com tinta esmalte de uso doméstico, as pinturas de Morris combinam as superfícies impecáveis da produção comercial a um processo preciso de construção. Grades, linhas, curvas e campos de cor evocam diagramas, logotipos, projetos arquitetônicos e sistemas de informação, que se articulam sem se deixar reduzir a uma única imagem. Desvinculadas e fragmentadas de sua função original, essas estruturas são recodificadas nas pinturas de Morris. A artista condensa as contradições da paisagem corporativa que habitamos e dos sistemas de poder que potencialmente nos governam, explorando até que ponto somos cúmplices desses sistemas ou temos agência sobre eles.
“O edifício sempre foi o pretexto”, afirma Morris. “Na verdade, trata-se do fluxo de capital e dados; é essa a imagem que busco. O que quero criar é uma pós-imagem, um gosto residual dessa coisa que é elusiva, da qual é difícil saber onde começam e terminam os limites.”
