
Em pinturas e obras em vídeo, Sarah Morris explora as estruturas e os sistemas que organizam a vida contemporânea. A partir de referências que vão da arquitetura e do design industrial a símbolos cartográficos, linguagem, diagramas sociológicos e teoria dos jogos, suas pinturas traduzem as dinâmicas da vida contemporânea em padrões visuais. A atmosfera das cidades é destilada em esquemas de cores; a leitura de um sinal de áudio torna-se um motivo gráfico; e a lógica construtiva dos circuitos digitalizados e abstratos do capitalismo tardio é desdobrada em linhas e curvas sobre a tela. Elegantes em superfície e estrutura, as pinturas transformam rotatórias, fachadas de vidro e redes viárias em um vocabulário compartilhado entre a escala macroscópica da cidade e o plano pictórico, ao mesmo tempo em que aludem às redes de autoridade e tomada de decisão que moldam a vida cotidiana. Em paralelo, seus filmes estendem essa investigação para a imagem em movimento. Filmados em cidades ao redor do mundo, eles acompanham os ritmos de ambientes urbanos, políticos e institucionais por meio de uma coreografia precisa de arquitetura, infraestrutura e atividade cotidiana. Assim como as pinturas, os filmes mapeiam os sistemas ocultos — econômicos, sociais e espaciais — que moldam a experiência urbana contemporânea, situando o espectador nos quadros mais amplos por meio dos quais o poder circula na cidade contemporânea.
Entre suas exposições individuais estão Transactional Authority, Nakanoshima Museum of Art, Osaka, Japão (2026); All Systems Fail, Kunstmuseum Stuttgart, Alemanha; Zentrum Paul Klee, Bern, Suíça (2024); Who is Who, Tai Kwun Contemporary, Hong Kong (2024); ETC, M+, Hong Kong (2024); All Systems Fail, Kunstmuseen Krefeld, Krefeld, Alemanha; Deichtorhallen Hamburg, Hamburgo, Alemanha (2023); As Slow As Possibles, Escape Louis Vuitton, Munich, Alemanha (2023); Today we find ourselves at an impasse, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2019) e Finite and Infinite Games, LUMA Foundation, Zurich, Suíça (2018). Participou também das coletivas Untitled (Pictures from Paradise) , MARCO – Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey, Monterrey, México (2025); Cinco Ensaios sobre o MASP – Geometrias, MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, Brasil (2025); Endeavours and Masterpieces, Frac Sud – Cité de l’art contemporain, Marseille, França (2024) e The Echo of Picasso, Museo Picasso, Málaga, Espanha (2023).
Sarah Morris tem obras em importantes coleções públicas, incluindo Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Centre Pompidou, Paris, França; Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Tate Modern, Londres, Reino Unido; Museum für Moderne Kunst, Frankfurt, Alemanha; Kunsthalle Bremen, Bremen, Alemanha; San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, Estados Unidos; Luma Foundation, Arles, França; Victoria and Albert Museum, Londres, Reino Unido; Kunstmuseum Ravensburg, Ravensburg, Alemanha; Kunstmuseum Wolfsburg, Wolfsburg, Alemanha; Osaka City Museum of Modern Art, Osaka, Japão; Museum of Contemporary Art of San Diego, San Diego, Estados Unidos; Stedelijk Museum, Amsterdam, Holanda; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris, França; Jumex Museum, Cidade do México, México; Fondation Louis Vuitton, Paris, França; Solomon R. Guggenheim Museum, Saadiyat Island, Abu Dhabi; Städtische Galerie im Lenbachhaus, Munich, Alemanha; Beyeler Stiftung, Basel, Suiça; Stuttgart Museum of Modern Art, Stuttgart, Alemanha; Sammlung Hoffmann, Berlim, Alemanha; National Gallery of Victoria, Melbourne, Austrália; UBS Collection, Nova York, Estados Unidos; British Council, Londres, Reino Unido; F.R.A.C. Bourgone, Dijon, França; F.R.A.C. Poitou-Charentes, Angoulême, França; Saatchi Collection, Londres, Reino Unido; Sammlung DaimlerChrysler, Berlim, Alemanha; Sammlung Goetz, Munich, Alemanha; Schaulager, Basel, Suíça; Centre d’Art Contemporain, Dijon, França; Miami Art Museum, Miami, Estados Unidos e Dallas Museum of Art, Dallas, Estados Unidos.


















