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Rodrigo Cass

São Paulo, Brasil, 1983


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CV

Bibliografia

Portfólio


A prática de Rodrigo Cass se desenvolve a partir de um vocabulário formal rigoroso, voltado à investigação de estruturas, cortes e descontinuidades no plano pictórico, que se desdobram no espaço por meio de telas, relevos e vídeo. Seu trabalho articula materiais como concreto, fibra de vidro e linho — frequentemente tingidos com têmpera — em composições nas quais superfícies planas se expandem em proposições volumétricas. Tendo vivido e se formado no âmbito da ordem carmelita, Cass aborda a abstração como um meio de investigar as dimensões espirituais da cor e da forma, em diálogo com visões e mistérios do sagrado. Em seus vídeos, projetados sobre suportes escultóricos, ações repetitivas se desenvolvem em cadência medida, introduzindo gradualmente processos de metamorfose nos quais materiais mudam de estado, se acumulam, se desgastam ou se recombinam. Essas sequências conferem duração à sua investigação sobre a forma, tornando a transformação ela própria perceptível como um evento físico e sensível.

 


Suas exposições individuais recentes incluem
Geometria Sensível, Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Porto, Portugal (2026); Geometria Sensível, Brotéria, Lisboa, Portugal (2026); Rodrigo Cass: A Joyner/Giuffrida Visiting Artist Program, Nevada Museum of Art, Nevada, Estados Unidos (2025); libera abstrahere, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2023); Espiritual-Vivente-Respira, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2018); Mundo Vasto Mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel | Escritório Lisboa, Lisboa, Portugal (2018) e Até o Concreto, Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil (2016). Entre suas exposições coletivas mais relevantes, destacam-se Fluxus, by Chance, West Bund Museum, Shanghai, China (2025); MAM na Cinemateca: corpo e cidade em movimento, Cinemateca Brasileira, São Paulo, Brasil (2025); 13° Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2025); Nunca só essa mente, nunca só esse mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Rosas Brasileiras, Farol Santander, São Paulo, Brasil (2023); The Square São Paulo, Casa de Vidro, São Paulo, Brasil (2023) e AAA – Antologia de Arte e Arquitetura, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2020).

 


O artista tem obras em importantes coleções públicas, entre elas Centre Pompidou, Paris, França; TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena, Áustria; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil; Pinacoteca de Piracicaba, Piracicaba, Brasil; Fundação Rômulo Maiorama, Belém, Brasil e Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André, Brasil.