
A prática multidisciplinar de Iran do Espírito Santo envolve principalmente escultura, desenho e instalação. Ao investigar o espaço entre concreto e abstrato, ele questiona os limites da representação visual e os hábitos perceptivos típicos do regime óptico contemporâneo, que tende a favorecer o espetacular e o excessivo em lugar do corriqueiro ou do comum. O seu procedimento sempre tenciona um projeto arquitetônico e sua realização, e o aspecto pré-fabricado de muitos de seus objetos evocam o estilo de composição do design industrial. A depuração das formas a seus elementos básicos parece restituir os objetos a um estado neutro, onde as coisas mais usuais são decompostas em linhas e planos no espaço.
Algumas exposições individuais recentes são Peças Frias — O Desenho, Fortes D’Aloia & Gabriel | Jardins, São Paulo, Brasil (2026); Recorrência, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil (2026); Tracciare il pensiero. 2002-2025, Mazzoleni, Turim, Itália (2025); Trilha, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2024); Iran do Espírito Santo: Janela Reflexiva, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2022); Iran do Espírito Santo e Fred Sandback, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2018) e Playground, Art Omi Sculpture Park, Ghent, Bélgica (2016). O artista também participou das coletivas Art as Agency, Irish Museum of Modern Art, Dublin, Irlanda (2025); Cinco Ensaios sobre o MASP – Geometrias, MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, Brasil (2025); Chosen Memories: Contemporary Art From Latin America – Art from the Patricia Phelps de Cisneros Gift and Beyond, MoMA – Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos (2023); A máquina do mundo: Arte e indústria no Brasil 1901 – 2021, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil (2021) e Artists Need to Create on the Same Scale that Society Has the Capacity to Destroy: Mare Nostrum, Complesso della Chiesa di Santa Maria delle Penitenti, Veneza, Itália (2019).
O artista tem trabalhos em importantes coleções públicas, incluindo Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; MoMA – The Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Fundación Museo Reina Sofía, Madrid, Espanha; MOCA LA – Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; SFMoMA- San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, Estados Unidos; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Irish Museum of Modern Art, Dublin, Irlanda; Thyssen-Bornemisza Contemporary Art Foundation, Madrid, Espanha; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo, Brasil; Museu d´Art Contemporani de Barcelona, Barcelona, Espanha; Pérez Art Museum Miami, Miami, Estados Unidos; The Israel Museum, Jerusalem, Israel; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museo Nazionale delle Arti del XXI Secolo, Roma, Itália; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museum of Contemporary Art, San Diego, Estados Unidos; Museum of Contemporary Art Bangkok, Bangkok, Tailândia; National Museum of Contemporary Art, Atenas, Grécia; Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Brasil; Pavilhão Julião Sarmento, Lisboa, Portugal; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil e Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil.