
Amélia Toledo
Arthur Chaves
Barrão
Cao Guimarães
Cerith Wyn Evans
Ernesto Neto
Ivens Machado
Janaína Wagner
Leda Catunda
Maria Manoella
Mauro Restiffe
Rivane Neuenschwander
Rodrigo Cass
Rodrigo Matheus
Tiago Carneiro da Cunha
Valeska Soares
Yuli Yamagata
Como funcionam os vulcões
10 Feb – 11 Apr 2026
Carpintaria
Rua Jardim Botânico 971,
Rio de Janeiro
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Como funcionam os vulcões, exposição coletiva que inaugura o programa de 2026 da Carpintaria. Com abertura em 10 de fevereiro, no Rio de Janeiro, a mostra reúne obras de Amélia Toledo, Arthur Chaves, Barrão, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto, Ivens Machado, Janaina Wagner, Leda Catunda, Maria Manoella e Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Rodrigo Cass, Rodrigo Matheus, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Yuli Yamagata.
Concebida em diálogo com a chegada do Carnaval no Rio de Janeiro, Como funcionam os vulcões toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.
Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.
As formas sugerem processos prolongados de fazer e desfazer, enquanto as disposições espaciais evidenciam limiares — entre interior e exterior, contenção e transbordamento, antecipação e liberação. Em vez de ilustrar um fenômeno social ou natural, essas obras operam em condições análogas de pressão e transformação.









