
As investigações de Leda Catunda combinam possibilidades pictóricas e escultóricas no reprocessamento de materiais têxteis, vestimentas produzidas em massa, citações imagéticas e efeitos pictóricos. Catunda aborda o fluxo incessante de estímulos visuais e informativos na paisagem contemporânea com composições hiperbólicas e saturadas, onde imagens, cores e texturas incongruentes encontram espaço em comum. Desenvolvida ao longo de uma carreira de décadas, a iconografia mutante da artista é tão sedutora quanto desorientadora: formas recheadas acenam para o tato, enquanto o desejo de apreender a forma total de uma obra nos leva a contemplá-la de longe. Na fronteira indecidível entre pintura e objeto, os trabalhos de Catunda desequilibram pretensões de gosto e a autonomia das disciplinas artísticas, intercalando citações histórico-artísticas com logotipos e gráficos prontos. Imagens impressas são coletadas e extraídas de fotos de família ou dos escombros da indústria cultural, num sistema associativo ancorado na memória social e pessoal.
Algumas das exposições individuais recentes da artista são I like to like what others are liking, Sharjah Art Foundation, Sharjah, Emirados Árabes Unidos (2025); Paisagem selvagem, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2024); Leda Catunda: EUFORIA, ICA Milano, Milão, Itália (2023); Judy Chicago & Leda Catunda, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2022); Leda Catunda & Alejandra Seeber, MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina (2021); Projeto Parede | Paisagem moderna, MAM – Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil (2019) e I Love You Baby, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2016). Participou também das exposições coletivas Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial, MAM Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2025); Rituales del Cotidiano, Collegium, Arévalo, Espanha (2024); Fullgás – Artes visuais e anos 1980 no Brasil, CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil (2024); El Dorado, Fundación Proa, Buenos Aires, Argentina; Americas Society, Nova York, Estados Unidos (2023) e Utopias e Distopias, MAM-BA – Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil (2022).
Leda Catunda tem obras em importantes coleções públicas, tais como MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina; MOCA – Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Inhotim, Brumadinho, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Fundação de Serralves, Porto, Portugal; Fundación ARCO, Santiago de Compostela, Espanha; Stedelijk Museum Amsterdam, Amsterdã, Holanda; The Cleveland Museum of Art, Cleveland, Estados Unidos; MASP – Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Blanton Museum of Art – The University of Texas at Austin, Austin, Estados Unidos; MAC-USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil e MAM – Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil.