
Jesse Wine trabalha principalmente com cerâmica e bronze, desenvolvendo formas escultóricas que oscilam entre figuração e abstração. Sua prática toma o corpo como matéria e estrutura, fragmentando ou distendendo membros que passam a operar como suportes arquitetônicos. A cerâmica é explorada por sua capacidade de responder ao gesto e à gravidade, registrando pressão, compressão e contato. O bronze aparece por meio de processos de fundição que preservam matérias orgânicas frágeis, como plantas coletadas ao longo de viagens. No diálogo entre materiais, o artista investiga tensões entre peso e leveza, rigidez e maleabilidade. Referências à arquitetura — edifícios modernistas, interiores domésticos e estruturas de sustentação — situam as esculturas no espaço e no campo conceitual. Elementos autobiográficos surgem de modo indireto, incorporados como motivos recorrentes, e não como relato. As obras funcionam como registros materiais de experiências, memórias e deslocamentos. A produção de Wine convida o público a manter em suspensão formas do corpo, da arquitetura e do mundo natural.
Entre suas exposições individuais recentes estão Love and Other Strangers, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, Brasil (2026); Time’s Arrow, The Modern Institute, Glasgow, Escócia (2025); Both, The Modern Institute, Glasgow, Escócia (2022); Imperfect List, Sculpture Center, Nova York, Estados Unidos (2020); Jesse Wine: Sludgy Portrait of Himself, Kettle’s Yard, Cambridge, Reino Unido (2016) e Young man red, Gemeentemuseum, Den Haag, Holanda (2016); Baltic Center for Contemporary Art, Gateshead, Reino Unido (2014) . Participou também das coletivas Artists for Kettle’s Yard, Kettle’s Yard, Cambridge, Reino Unido (2026); Énormément bizarre, Centre Pompidou, Paris, França (2025); Hot Pot. Further Thoughts on Earthy Materials, Gesellschaft Fuer Aktuelle Kunst, Bremen, Alemanha (2018) e Lynda Benglis, Erika Verzutti, Jesse Wine, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2017).
O artista tem trabalhos em importantes coleções públicas, tais como Centre Pompidou, Paris, França; HEM Museum, Foshan, China; Arts Council Collection, Londres, Reino Unido e The Roberts Institute of Art, Londres, Reino Unido.











