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AAA – Antologia de Arte e Arquitetura

2 Abr – 31 Jul 2020


Uma colaboração entre Fortes D’Aloia & Gabriel e Bergamin & Gomide

Curadoria de Sol Camacho


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Adriana Varejão | Alfredo Volpi | Aluísio Carvão | Amadeo Luciano Lorenzato | André Komatsu | Angelo Bucci | Antonio Dias | AR Arquitetos | Arquipélago | Athos Bulcão | Bárbara Wagner & Benjamin de Burca | Barrão | Bruna Canepa | Bruno Brito | Bruno Cançado | Caio Reisewitz | Carlos Bevilacqua | Carlos Fajardo | Carolina Martinez | Cildo Meireles | Cinthia Marcelle | Claudia Andujar | Cristiano Lenhardt | Eduardo Ortega | Erika Verzutti | Fernanda Gomes | Flávio de Carvalho | Geraldo de Barros | Gustavo Utrabo | Hélio Oiticica | Instituto Bardi & Porão | Iran do Espírito Santo | Ivens Machado | Jac Leirner | Joaquim Tenreiro | Juan Araujo | Leonardo Finotti | Lucas Simões | Lucia Koch | Luisa Lambri | Luiz Zerbini | Lygia Clark | Lygia Pape | Manoela Medeiros | Marcelo Cipis | Marcenaria Baraúna | Mauro Restiffe | Messina Rivas | Milton Dacosta | Mira Schendel | Montez Magno | Nelson Kon | Oscar Niemeyer | Paulo Mendes da Rocha | Porfírio Valladares | Renata Lucas | Ricardo Alcaide | Rivane Neuenschwander | Roberto Burle Marx | Roberto Wagner | Rodrigo Cass | Rodrigo Matheus | Sérgio Camargo | spbr arquitetos | Studio MK27 | TACOA | UNA barbara e valentim | Valeska Soares | vão arquitetura

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As galerias Bergamin & Gomide e Fortes D’Aloia & Gabriel têm o prazer de apresentar a exposição AAA – Antologia de Arte e Arquitetura. Com curadoria de Sol Camacho – arquiteta, urbanista, diretora na RADDAR Architecture e diretora técnica-cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro –, a coletiva reúne mais de 100 obras de artistas, arquitetos e designers brasileiros em uma reflexão sobre a arquitetura, seu papel social, seus procedimentos e sua história.

Através de um recorte atemporal e não-catalográfico, AAA transita pelo campo das artes visuais – entre pinturas, esculturas, vídeos – e o da arquitetura – com maquetes, peças de mobiliário e fotografias de edificações. São trabalhos que têm a arquitetura como idioma: seja na relação entre a construção de espaços e a sua representação; no uso de materiais da construção civil; ou, ainda, na subversão da própria linguagem como recurso de experimentação com escala, composição e geometria.

Partindo dessas relações, a curadoria adota elementos arquitetônicos para definir as categorias da exposição. A primeira delas é composta por Blocos, Pilares, Muros e Superfícies, agrupando os trabalhos que lidam com os componentes do objeto construído. Em Blocos estão as obras formadas por unidades sólidas e modulares, como as Estruturas de Caixas de Fósforo Preto/Branco (1964) de Lygia Clark e o projeto do MASP, presente na mostra através de uma maquete preliminar produzida pelo Instituto Bardi para a exposição dos 50 anos do edifício. A PMR Chaise Long (1985) de Paulo Mendes da Rocha e o Ponto (2015) de Iran do Espírito Santo, por sua vez, integram o subgrupo Pilares, por explorarem os elementos de suspensão e apoio. Muros analisa a problemática das barreiras públicas, tão necessárias à arquitetura quanto controversas no contexto sociopolítico brasileiro, a partir de artistas como André Komatsu e Ivens Machado. As Superfícies, por sua vez, reúnem obras de Lygia Pape, Athos Bulcão, entre outros, para tratar de abstração, angulações e dobras.

Subtração, Transparência e Cor formam a segunda categoria, que diz respeito aos procedimentos formais de trabalhos dissociados da representação de um objeto específico. Subtração é tomada aqui como uma ação que resulta na conformação de espaços a partir do vazio – recurso presente tanto nos projetos da spbr arquitetos quanto na série Quadroquadro (2013–2016) de Renata Lucas. O recurso da Transparência é explorado em obras de Mauro Restiffe e Joaquim Tenreiro, enquanto a Cor é a ferramenta de decodificação do espaço presente nas tapeçarias de Burle Marx e nas pinturas de Marcelo Cipis.

Já no campo da representação de conceitos espaciais, as obras de Valeska Soares, Rivane Neuenschwander e Oscar Niemeyer integram o subgrupo Interiores, lidando com a noção de familiaridade. Seu contraponto são as Fachadas, que exploram a arquitetura a partir de sua relação com o contexto urbano, como na Janela (2018) de Rodrigo Matheus e nas pinturas de Volpi e Lorenzato.

AAA – Antologia de Arte e Arquitetura é um desdobramento de Exhibit AAA, projeto exibido pela Bergamin & Gomide na Expo Chicago em setembro de 2019. Se na primeira versão a curadoria de Sol Camacho procurava criar um “pequeno atlas” da arte brasileira e sua estreita relação com a arquitetura, esse mapa apresenta-se agora como uma antologia. A coleção plural de temas, épocas e linguagens ganha corpo no ambicioso projeto expográfico, formado por estruturas modulares que operam como uma paisagem sintética.

Imagens

Vistas da exposição
Obras

Vistas da exposição

Obras