Cristiano Lenhardt

O Habitante do Plano para Fora

13 Jun – 1 Ago 2015


Abertura

13 Jun, 11h–15h


Galpão Fortes Vilaça


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Press Release

Cristiano Lenhardt retorna ao Galpão Fortes Vilaça para apresentar a exposição O Habitante do Plano para Fora, sua segunda individual na galeria. Esculturas, desenhos e uma obra com som fazem parte da mostra. Os trabalhos partem das observações que ele faz nas ruas, nas manifestações folclóricas, no comércio ambulante e na vivência cotidiana de modo geral.

Pau-Bonito é uma série de esculturas modulares feitas em madeira esculpida e pintada, como mastros, que se erguem através de cordas tensionadas e presas ao chão. Assemelham-se, assim, com a estrutura das tendas de circo e ao mesmo tempo evocam as lanças de caboclo, os estandartes, o pau-de-fita, entre outras manifestações folclóricas. A referência à cultura popular é, porém, um mero ponto de partida e sua poética ganha novos desdobramentos semânticos através do jogo entre o bi e o tridimensional. Estas estruturas criam planos que dividem visualmente o espaço e delimitam áreas vazadas, interpenetráveis. Configuram ainda o que o artista chama de áreas estéticas, ao demarcar o espaço onde atuam as outras obras da exposição.

É frequente a utilização de furos, transparências e luz, como um esforço do artista em revelar o que está além do plano observado. A série de desenhos Perfurações lida com essas questões: as formas geométricas são criadas com pequenos furos sobre o papel. Assim, o desenho passa a ter um tratamento escultórico. De modo semelhante, os trabalhos Cara Preta são formados por milhares de pontos metálicos. Estes rostos, de expressão meditativa, são suspensos no espaço com cordas e bastidores circulares, intercalando-se com os mastros de Pau-Bonito. Desenho e escultura se justapõe na prática do artista.

Na obra Linha de Laser, a pesquisa sobre o desenho traduz-se em luz. Cinco projetores criam formas coloridas e dinâmicas na parede. Já em Banda Sonora do Vídeo Meu Mundo Jegue, Lenhardt preenche a exposição com o som. Uma narrativa não-linear e quase abstrata é tocada em uma vitrola, sendo necessária a ação do espectador de virar o LP para ouvir até o final.

Cristiano Lenhardt nasceu em Itaara (RS, 1975), e atualmente vive e trabalha no Recife (PE). Nos últimos anos, o artista tem participado ativamente de diversas exposições, além de residências e programas culturais. No seu currículo, destacam-se as participações em: Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil, Wexner Center for the Arts (Ohio, EUA, 2014); Programa Rumos Itaú Cultural (São Paulo, 2012); Mythologies, Cité Internationale des Arts (Paris, França, 2011); Intimate Bureaucracies, University of Essex (Colchester, Inglaterra,2011); Constructing Views, New Museum (Nova York, EUA, 2010); 7a. Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2009); Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (São Paulo, 2009). Recentemente, foi anunciado como um dos selecionados para o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil: Panoramas do Sul, que acontece em outubro deste ano em São Paulo.

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