Jac Leirner

Hardware seda – Hardware silk

1 Set – 27 Out 2012


Galeria Fortes Vilaça


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Press Release

Texto curatorial

Hardware seda – Hardware silk, título que faz alusão ao material utilizado nos trabalhos da mostra de Jac Leirner, como níveis de precisão, cabos de aço, ferragens e papel de sedas utilizado para enrolar tabaco, é uma exposição composta por cerca de 12 obras. Os trabalhos foram desenvolvidos em sua experiência na Universidade de Yale em março e abril deste ano, onde a artista fez residência e ministrará aulas ainda em setembro. A prática conceitual de acumular objetos do nosso cotidiano, reagrupa-los com rigor formal e assim inverter seus valores iniciais, é uma constante nas obras da artista.

Em Retrato, cartões postais adquiridos ao longo de décadas ou fotos roubadas de cinemas nos anos 70 e 80, de icones como de Bruce Nauman, Shoemberg, Giacometti e Cocteau são laminados e agrupados com correntes e ferragens, em uma inversão onde os mestres que influenciaram a artista passam explicitamente a constituir a própria obra. Em Hardware Seda, argolas, tubos plásticos e metálicos, porcas, extensores, cabos de aço e até uma chave são ligados uns aos outros em uma linha de aço que se estende cortando o espaço da galeria. O que é usado normalmente como estrutura ou instrumento para montar uma exposição de arte passa a ser a própria obra, novamente constituindo uma inversão de valores. Já em Skin (Zig Zag 1 1/2  Ultra Thin), sedas para enrolar tabaco são dispostas na parede uma ao lado da outra formando um grande quadro como uma pintura minimalista carregada pelo significado da repetição de um mesmo signo.  Nas obras de Jac Leirner, os objetos são livremente mapeados com atenção especial para as transições entre o registro pessoal e o político, entre o cotidiano e o histórico.

Jac Leirner nasceu em São Paulo, 1961, onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Em 1991, fez residência no Walker Art Center, em Minneapolis, nos Estados Unidos. No mesmo ano, na Inglaterra, é professora convidada da Universidade de Oxford e artista residente no Museu de Arte Moderna da mesma cidade. Participou das Bienais de São Paulo de 1983 e de 1989. Participou do Aperto 90, na Bienal de Veneza de 1990 e representou o Brasil, também em Veneza, na Bienal de 1997. Integrou a 9a Documenta de Kassel, em 1992. Seu trabalho está presente em coleções como a Tate Modern Gallery, em Londres ; The Museum of Modern Art e Guggenheim Museum em Nova York, Museu de Arte Moderna de São Paulo ; Walker Art Center, em Mineápois nos Estados Unidos ; entre outras. Em 2011, realizou mostra individual Retrospectiva na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo, ganhando o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pela melhor exposição do ano.

Imagens