Carlos Bevilacqua

Dois

18 Mar – 17 Abr 2010


Galeria Fortes Vilaça

A Galeria Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar Dois, de Carlos Bevilacqua. A exposição reúne uma série de dez esculturas inéditas feitas com materiais como madeira, pedra, aço, vidro, corda, feltro, chumbo e borracha. As obras estão dispostas no chão, teto, paredes e demonstram a capacidade ímpar de Bevilacqua de criar peças econômicas em sua materialidade, mas que discutem de forma singular questões intrínsecas à escultura, como movimento, tensão e equilíbrio.  

O título Dois enfatiza o princípio de construção das obras: as esculturas são constituídas por duas ou mais partes. Formam-se assim, estruturas seriais e “flutuantes” que se empenham em equilibrar e harmonizar forças opostas. “O dois pode ser um par de iguais, de opostos, de ser e anti-ser, céu e terra, onda e partícula, uma força estática e dinâmica, volume e vazio”, afirma Bevilacqua.

As esculturas podem ser vistas como aglomerados de pequenas estruturas geométricas, que têm como fio condutor formas esféricas e circulares. Para o artista, “a verdadeira vocação de uma esfera é o movimento”, portanto todas as obras estão comprometidas com as dimensões de movimento, trajetória, gravidade, velocidade e espaço tempo. Bevilacqua desafia discutir o conceito de “movimento” em esculturas – que são mecanicamente predispostas a buscar o equilíbrio e o repouso -, criando obras que sugerem uma eminente movimentação dentro delas mesmas, como na obra Sete Céus.

As estruturas das peças são sempre aparentes e o artista enfatiza os campos vazios, entendidos como matéria.  A física, a astronomia e a matemática orientam a prática de Bevilacqua, e são reveladas nas inúmeras combinações espaciais exploradas em suas esculturas.

Imagens