Carlos Bevilacqua

Oceano branco

6 Abr – 4 Mai 2013


Abertura

6 Abr, 11h–14h


Galeria Fortes Vilaça


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Press Release

A Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar Oceano branco, de Carlos Bevilacqua. A exposição introduz um novo material no vocabulário do artista, a glicerina.  As esculturas são, desta forma, estruturadas no uso de três forças que o meio líquido torna visível: gravidade, flutuação e tensão. A percepção dos estados de profundidade, superfície e elevação é também uma peça chave para a apreciação das obras.

Oceano branco trata de um estado de espírito contemplativo.  É também uma metáfora do imaginário, um lugar onde a forma é mediada por dimensões subjetivas. Oito esculturas são apresentadas numa estante totalmente vazada que dá ênfase à transparência das obras e às narrativas que se desenvolvem entre elas.  O Oceano que dá título a mostra revela-se em esculturas preenchidas com dolomita branca (fundo) e glicerina (superfície).

Quarenta Dias e Oitenta Dias são aquários onde uma esfera oca de cristal flutua ancorada por pesos de chumbo e linhas de pesca. As esferas, com areia e uma bolinha de chumbo, sugerem a imagem de um globo ocular. Os efeitos óticos do vidro curvo e do líquido criam ampliações e reduções da imagem. Um mesmo elemento pode ser visto em diferentes tamanhos, evidenciando a ambiguidade do olhar.

Sonhos são trabalhos contidos em jarros de cristal onde o artista constrói narrativas que discutem a relação entre o inconsciente e o consciente na construção da ideia de realidade. Os elementos distribuem-se entre os ambientes do fundo – enterrados na areia -, a superfície ou meio líquido e da elevação (o topo do jarro). As linhas que ligam os elementos são portadoras de tensão, condutores de sensações.

Aurora é uma redoma de vidro com um furo no alto, que serve de berço para uma esfera sólida de cristal. A redoma está vazia, exceto por uma poeira amarela, resíduo da matéria usada nos Sonhos. A escultura que aparece três vezes na estante, sugere um movimento para o exterior e cria um elo com a única obra que está fora da estante. A Toca da Serpente é uma caixa de madeira com esferas de cristal umas dentro das outras, enterradas em areia branca, as esferas estão alinhadas por um feixe de luz  que as acende.

Carlos Bevilacqua nasceu no Rio de Janeiro em 1965 onde vive e trabalha. O artista é formado no New York Studio of Painting, onde teve uma de suas primeiras individuais da quais se destacam: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2000) e Museu de Arte Moderna de São Paulo (1992). Bevilacqua também já participou de diversas coletivas dentre as quais: Desejo da forma, Akademie der Künste, Berlin (2010); Um Mundo sem Molduras, MAC USP, São Paulo. Sua obra está em coleções importantes, tais como: Inhotim, Brumadinho; MAM Rio de Janeiro; MAC USP São Paulo, entre outros.

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