-Daniel Sinsel - Galpão_03

Daniel Sinsel

19 Out – 20 Dez 2019


Abertura

19 Out, 17h–20h


Galpão

Rua James Holland 71
São Paulo

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A Fortes D’Aloia & Gabriel tem o prazer de apresentar a exposição de Daniel Sinsel, artista alemão radicado em Londres, que exibe no Galpão oito pinturas inéditas com explorações de espaço, erotismo e ilusão. Suas obras alternam entre a linguagem pictórica tradicional, executada com grande virtuosismo técnico, e a pintura objetual, promovendo associações peculiares entre linho, vidro, nozes e ornamentos.

Daniel Sinsel foi criado na Bavária, Alemanha, lar do muralismo folk Lüftlmalerei, desenvolvido a partir da forte influência do Barroco e do Rococó, e que caracteriza-se pelo emprego do trompe l’oeil e a imitação de elementos arquitetônicos. Esses motivos decorativos se reconfiguram no trabalho de Sinsel sob diversas formas, como nos adornos que emolduram as bordas das obras – ora pintados virtuosamente, ora com aplicação de objetos – e nos discos de vidro (bullseye glass) que ele fixa na superfície da tela para emular a decoração de janelas. As fitas esvoaçantes, tema recorrente do artista, sintetizam essa influência e são elemento-chave para compreensão da sua pintura: estão ali o virtuosismo técnico, o espaço virtual, o fluxo emocional e semântico.

Nos maiores trabalhos da exposição, a fita toma a forma de tiras de linho, meticulosamente trançadas sobre os chassis para formar uma trama onde o artista prende ou esconde cascas de avelã. Emprestando tatilidade à superfície das pinturas, as nozes são signos de uma força vital e procriadora, mas também se referem à natureza obsessiva implicada no processo de reuni-las e escondê-las. O erotismo, característica que marcou seus primeiros trabalhos no início dos anos 2000, apresenta-se aqui na relação entre aquilo que está dentro e fora da tela, aquilo que é oferecido ou ocultado do espectador.

É também recorrente em Sinsel o desejo de impor movimento às suas figuras, algo presente na dança sinuosa das fitas, no abrir e fechar da tesoura e nos elementos que se deslocam do centro das composições. A paleta de cores pálidas, empregada para lidar com noções de “bom gosto”, é frequentemente interrompida por tons corrosivos de laranja ou vermelho, em um efeito que o artista compara à imagem perturbadora da Catedral de Notre Dame em chamas. Aqui, Sinsel usa pigmentos não diluídos de metais pesados como cádmio, chumbo, mercúrio, cobalto e estanho em estado quase puro. O aspecto tóxico está escondido na pintura tanto quanto as nozes.

Daniel Sinsel nasceu em Munique em 1976, e vive e trabalha em Londres. Estudou no Chelsea College of Art and Design e no Royal College of Art, ambos em Londres. Seu trabalho foi incluído em diversas exposições internacionais, tais como: ISelf Collection: The Upset Bucket, Whitechapel Gallery (Londres, 2017); Disobedient Bodies, The Hepworth Wakefield (2017); British Art Show 8, Inverleith House, Edimburgo, que itinerou por diversas instituições no Reino Unido (2016-2017); Making & Unmaking, Camden Arts Centre (Londres, 2016); MIRRORCITY: 23 London Artists, Hayward Gallery (Londres, 2014); Somewhat Abstract, Nottingham Contemporary (Nottingham, 2014); Jerwood Contemporary Painters, Jerwood Space (London, 2010); Compass in Hand, MoMA (Nova York, 2009). Sua obra está presente em importantes coleções como o MoMA (Nova York) e o Arts Council Collection (Londres).

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