Paulo Nenflidio

Aranhas

11 Out – 13 Dez 2008


Galpão Fortes Vilaça

A Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar Aranhas, segunda exposição individual de Paulo Nenflídio em São Paulo. Nesta mostra, composta por uma instalação em formato de teia e por três esculturas que têm formas de aranhas, o artista realiza, pela primeira vez, obras cinéticas, explorando os efeitos visuais a partir de movimentos físicos.

Pendurada nas paredes a 1,7 m de distancia do chão, a instalação Teia é uma grande estrutura vazada e irregular que parece flutuar. Composta por fios elétricos e de nylon esticados e sobrepostos, a obra se parece também com veias e conexões neurais. Neste trabalho, Nenflídio mantém seu já característico traço de criação de obras sonoras: equipa a teia com um sensor capaz de captar a proximidade humana e acionar a emissão de diferentes tipos de sons harmônicos e agudos, que ficam no limite do audível. O resultado é uma massa sonora que se parece com sons de conexões de fax e rede dial-up.

Próximas da Teia, estão dispostas as Aranhas. Rompendo com qualquer condição estática, o objetivo destas esculturas é o constante movimento. São obras abertas que se reinventam a cada momento, assim como as obras do artista holandês Theo Jansen – grande referência para Nenflídio.

As esculturas são “low tech”, feitas com mdf, componentes elétricos, conduíte ou pvc, motores, fontes de alimentação, sensores e fitas-adesivas pretas, sendo capazes de andar ou subir pela parede por até trinta segundos dentro de um espaço pré-delimitado.  Os sensores estão situados em seus “olhos” e, ao detectar a presença do público, disparam o movimento de suas patas.  Fios que ligam as aranhas a pequenas fontes de tensão, atuam como ramificações da instalação teia, são fios que interligam todas as obras.

Para Nenflídio, “as obras se relacionam mais com a Cibernética do que com a Cinética, pois são autômatos que extrapolam a música automática, todas as obras juntas formam uma composição sonora”. Em todos os trabalhos, se efetiva a proposta central da poética do artista, a interação/participação do público com a obra de arte.

Em 2007, Paulo Nenflídio participou da mostra Panorama, no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2006 esteve na mostra Geração da Virada no Instituto Tomie Ohtake. O artista foi um dos ganhadores da quinta edição do Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia em 2005 e foi contemplado com a bolsa Pampulha em 2004.

Imagens