Barrão

Paleotoca

10 Mai – 18 Jun 2016


Abertura

10 Mai, 19h–22h


Galpão Fortes Vilaça


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Press Release

O Galpão Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar a exposição individual Paleotoca de Barrão. Paleotocas são labirintos gigantes escavados por animais já extintos, como as preguiças pré-históricas, que serviam de proteção e abrigo para o clima hostil de 10 mil anos atrás. O artista alude a essas construções precárias através de 20 esculturas em resina, que de certa forma dão continuidade à sua trajetória por entre o universo dos objetos e do colecionismo. Ao mesmo tempo, ainda referindo-se ao acolhimento proporcionado pelas cavernas, o conjunto de obras estabelece uma relação direta com o espaço físico, além de travar um diálogo entre esses animais e a questão do tempo e ritmo estabelecidos com o processo de produção e criação do artista.

Conhecido especialmente por suas assemblages com peças de porcelana, Barrão passou a investir num novo processo investigativo no último ano, que parte do gesso para chegar na resina como material elementar. Enquanto as colagens fazem com que os objetos percam suas qualidades primárias, as peças de resina monocromáticas (todas na cor branca), vão além e demonstram uma qualidade de total auto-disfunção, adquirindo novas atribuições. O artista inicia, dessa forma, uma pesquisa voltada para não fragmentação, utilizando-se para tanto de uma coleção de objetos muito mais enxuta e econômica.

Essa nova investigação possibilitou ainda ao artista descobrir com mais liberdade as possibilidades estéticas, principalmente no que diz respeito ao gesto escultórico. Barrão explorou não só as vantagens da modelagem e suas possibilidades de repetição, mas também as diferentes formas de combinar, agrupar e empilhar objetos do uso cotidiano – como garrafas, galhos, isopor, caixas de som, fitas cassetes etc – em composições aleatórias e inusitadas. Em Geo Milho por exemplo, três espigas de milho adequam-se dentro do que seria uma moldura de isopor para compor um único objeto, ao passo que Castelos de Cassetes – F.S. Torres traz cinco fitas cassetes acasteladas.

Barrão nasceu em 1959 no Rio de Janeiro onde vive e trabalha. Dentre suas exposições individuais, destacam-se: Fora Daqui, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro (2015), Mashups, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield, USA (2012); e Natureza Morta, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2010). Em mostras coletivas, o artista também já participou, entre outras, do Panorama de Arte Brasileira em 2007 e de exposições no MAC, São Paulo; Paço Imperial, Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo; além da antológica mostra Como Vai Você, Geração 80? no Parque Lage, Rio de Janeiro (1984). Paralelamente, Barrão ainda integra desde 1995 o coletivo Chelpa Ferro, com Luiz Zerbini e Sérgio Mekler.

Imagens