Marina Rheingantz

Algum dia

26 Jul – 23 Ago 2008


Galpão Fortes Vilaça

A Galeria Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar a exposição Algum Dia, de Marina Rheingantz. Algum Dia é a primeira individual da artista. Suas pinturas a óleo transitam entre a abstração e a figuração, mesclando a imagem de lugares reais com outros imaginados. A artista faz uma redução geométrica da paisagem realçando elementos que se identificam individualmente como a cerca, a casa ou o toldo. No entanto, mesmo que reconhecíveis como símbolo estes elementos não esquecem de sua relação com as outras formas mais abstratas reconhecíveis apenas como recorte na paisagem. Estas pinturas revelam também uma atenção especial pelas bordas e margens dos campos de cor que se ressaltam através do uso de grossas camadas de tinta aplicadas de forma irregular ou através de linhas finas em tons acesos, chegando ao seu extremo nas bordas laterais da tela pintadas de púrpura ou amarelo. A pintura é riquíssima em seus jogos de texturas, e em suas cores decompostas em muitos tons. E, além disso tudo, é extremamente prazerosa ao olhar!

Em muitas telas, repete-se a presença de uma pequena casa isolada, envolta por grandes campos de cor. Como a artista faz uso de poucos elementos e detalhes, a cor tem papel central em seu trabalho. São as manchas coloridas que demarcam os espaços, criam profundidade e equilibram as composições. Com simplicidade e leveza, Rheingantz trabalha oposições de tons apagados e vibrantes, claros e escuros, que criam ambientes frios ou quentes em cada tela.

Ao deixar as pinceladas evidentes, e, muitas vezes rugosas, Rheingantz demonstra a íntima relação e controle que estabelece com a tinta. As telas possuem tamanhos variados, e, sobre isso, afirma a pintora: “gosto de fazer pinturas tanto grandes quanto pequenas. Como disse Matisse, na pintura grande você perde o domínio. É como se fôssemos mais um elemento da pintura. Na pequena, ela é que é dominada, o espaço é dominado. Os ataques são feitos de forma diferente. São duas relações completamente diferentes e gosto das duas. O pequeno é mais intimista e o grande intimida mais.”

Junto a outros sete pintores, a artista faz parte do grupo 2000e8, que expôs no Museu Vitor Meirelles, Florianópolis, em 2008.
 

Imagens